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terça-feira, 26 de outubro de 2010

Atividade Paranormal 2 é mais assustador que o filme original

Envolta em muito mistério, a continuação do sucesso lançado no ano passado estreou no Brasil (assim como em vários outros países do mundo) no mesmo dia que nos Estados Unidos. Uma forma de evitar pirataria imediata e não deixar vazar informações sobre a trama tão cedo. A estreia veio cercada de tanto segredo que apenas duas fotos promocionais foram divulgadas pelo estúdio. Nunca se viu nada parecido.
Assim como o primeiro filme, “Atividade Paranormal 2″, dirigido por Tod Williams (do drama
“Provocação”), não tem créditos iniciais, começando com os já famosos letreiros que dão aquele ar de que a coisa toda é verídica – e que chega até a enganar alguns. A utilização desse recurso de câmera na mão ou fixa em lugares estratégicos é um modo de usar a suspensão da descrença por meio de um registro documental. E já se mostrou bem eficiente em outros filmes – o mais famoso, claro, ainda é “A Bruxa de Blair” (1999).

O mistério tem início logo nas primeiras sequências, já que Katie Featherston, a protagonista do primeiro filme, também aparece no segundo. A nova casa mal-assombrada é a residência de sua irmã, que vive com um marido, a filha adolescente e mais um bebê.
O número de testemunhas dos fenômenos é bem maior que no primeiro filme. Além da família, há também a figura de uma empregada doméstica latina, que tem conhecimentos de ocultismo e que percebe que a casa está carregada com algum tipo de energia negativa. Mas ela é logo demitida quando o dono da casa a vê fazendo preces numa espécie de ritual.

Assim como no primeiro filme, o marido se mostra cético, enquanto as mulheres revelam-se mais sensíveis aos fenômenos paranormais. Desta vez, porém, a filha adolescente também sente a atividade e o filho pequeno tem a habilidade de ver algo que os adultos não vêem, como se pode constatar na cena em que a mãe do garoto, com a câmera na mão, tenta chamar a atenção da criança e ela fica olhando para outro lugar.
Outra diferença está no fato de que há também mais câmeras pela casa – e não apenas uma como no primeiro filme. O uso das câmeras amadoras transmite uma sensação de familiaridade na franquia, ao mesmo tempo que desarma o espectador para as surpresas, que vão surgindo a partir do entrelaçamento com os eventos de “Atividade Paranormal”. Algumas cenas são mesmo de arrepiar, rendendo mais sustos que o filme de 2009. Só não é melhor porque, no quesito originalidade, repete o mesmo formato anterior.

Há que se dar o devido crédito às mentes criativas, os roteiristas Michael R. Perry (séries “Dead Zone” e “Persons Unknown”), Christopher B. Landon (“Paranóia”) e Tom Pabst, que fizeram mais do que uma simples continuação, ampliando o contexto do filme original.
A estratégia de mistério e a reviravolta na trama deu certo. Em seu fim de semana de estreia, “Atividade Paranormal 2″ conquistou o 1º lugar nas bilheterias americanas. Mais que isso: tornou-se o filme de terror mais rentável lançado próximo ao Halloween desde “O Grito”, em 2004. Podem apostar que teremos “Atividade Paranormal 3″ em breve. (fonte pipocamoderna)


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